Os desafios da educação online em tempos de coronavírus

Tempo de leitura: 7 minutos

Os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus (COVID-19) são muito graves, não somente na área da saúde, mas também em outros setores de nossa sociedade, como no ensino, que buscou na educação online uma saída.

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Empresas estão reduzindo suas operações, demitindo funcionários, o desemprego assolando a população que não consegue trabalhar, além da educação que se viu em meio ao fechamento das escolas, sendo obrigada a alterar seus métodos radicalmente com a educação online, por exemplo.

Na educação, 1,5 bilhão de estudantes chegaram a ficar com aulas suspensas ou reconfiguradas ao redor do mundo.

Apesar desse momento que está sendo vivido, continuar educando as crianças é essencial e, através do ensino à distância com aulas online, as escolas e universidades vêm reinventando seu modo de ensinar e manter os alunos interessados pelas disciplinas.

Com certeza essa é uma realidade bastante inovadora e um tanto assustadora para muitos profissionais da educação, principalmente para aqueles que não estão acostumados ao novo modelo de ensino EAD (aplicado em algumas universidades). Logo, as escolas de ensino infantil, fundamental e médio têm sido as que mais estão sofrendo com os impactos do COVID-19 na grade e no modo de ensino.

Uma medida necessária com a educação online

A suspensão temporária das aulas presenciais foi uma medida imposta pelos órgãos públicos como forma de conter a disseminação do vírus em meio à pandemia. Dessa forma, tanto os profissionais como os alunos passaram a ficar de quarentena, assim como as demais pessoas.

A continuação do ensino através da educação online foi o meio encontrado por escolas e universidades do mundo todo. Os trabalhadores de outros setores que puderam implementar o trabalho home office também estão se comunicando e fazendo atividades remotamente.

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Por conta da pandemia, o MEC publicou em 18 de março, a portaria nº 343 que autoriza a utilização de tecnologias digitais para a substituição temporária das aulas presenciais pelo prazo inicial de 30 dias em instituições de ensino superior (IES). A medida também se estende às escolas da rede pública e particular. Veja outras decisões do MEC clicando aqui.

Apesar de ser opcional o uso do ensino online durante esse período (sendo possível a suspensão das aulas por 30 dias), grande parte das instituições de ensino optou por dar continuidade às atividades do ano letivo através do ensino à distância.

Consequentemente, estão enfrentando dificuldades em implementar esse novo método, haja vista que não é convencional e aplicado nas escolas e em todas as universidades. É preciso haver um sistema eficiente de tecnologia da informação (TI), que permita o acesso remoto de todos os alunos e professores, uma boa internet em casa para ambos, além da dificuldade em passar atividades e provas à distância.

É de se imaginar que os entraves para esse novo método temporário de ensino passaram a ser recorrentes. Confira as principais dificuldades enfrentas por esse setor em meio ao COVID-19.

Investimento em Tecnologia da Informação (TI)

Como já mencionado, a educação online requer uma estrutura mínima para que se consiga estabelecer o contato entre aluno e professor, e para que sejam repassados os conteúdos, materiais e atividades.

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Para isso, muitas escolas e universidades recorreram ao investimento em TI para a construção de plataformas EAD. Por mais simples que sejam, elas ajudam a dar suporte para uma transmissão ao vivo das aulas e para que o professor e os alunos depositem materiais e atividades.

Obviamente, tudo isso tem um custo de implementação e muitas escolas e universidades de pequeno porte não dispõem desses valores de forma tão repentina.

Para driblar essa dificuldade, algumas instituições estão optando por usar plataformas online gratuitas para chamadas de vídeo, como Skype, WhatsApp, entre outras; e mandando seus materiais por e-mail ou através de mensagens nessas próprias redes.

Acesso à internet e computadores

Apesar de o uso da internet ser algo comum nos dias de hoje, não são todos os alunos e famílias com acesso à internet e com computadores disponíveis em casa para usar.

De acordo com pesquisa feita em 2018 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 58% dos domicílios no Brasil não têm acesso a computadores e 33% não dispõem de internet. Entre as classes mais baixas, essa situação é ainda mais presente.

Outro entrave é em relação à qualidade da internet mesmo para quem tem acesso. Em cidades menores, por exemplo, podem ter o serviço de internet sobrecarregado e prejudicar o processo de ensino.

Dessa forma, o entrave para chegar até esses alunos e repassar o conteúdo está sendo preocupante. É preciso reinventar inclusive esse novo modelo, de modo a atender todos os alunos igualmente, seja estimulando o compartilhamento das atividades entre pais e alunos, seja enviando materiais pelos correios, seja por ligações, entre outros métodos possíveis.

Dificuldade em manusear tecnologias na educação online

Tanto alunos quanto professores podem encontrar dificuldades em mexer nas plataformas e programas voltados para as aulas EAD. Muita tecnologia pode gerar embaraços, principalmente para quem não está acostumado com esse formato.

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Por isso, a escola precisa capacitar seus professores primeiramente para conseguir entender e manusear as ferramentas. Após isso, eles mesmos irão auxiliar os alunos e pais de alunos que encontrarem dificuldades.

Falta de atenção

Prestar atenção na aula presencial já é uma dificuldade para grande parte dos alunos, seja nas escolas ou nas universidades. Os alunos mais novos, principalmente, têm essa dificuldade redobrada, ao se distraírem com qualquer coisa ao redor. Imagine o quanto esse problema se agrava no ensino EAD?

Para amenizar essa dispersão e conquistar a atenção do aluno, as escolas precisam se reinventar e inovar, unindo disciplinas e propondo questões interdisciplinares, além de estimular atividades interativas dentro de casa.

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Questionamentos sobre a qualidade da educação online

Como decorrência desse novo método de ensino, pais e alunos do ensino básico e superior já estão questionando a eficácia dessa medida e a qualidade do ensino. Coloca em prova também o valor cobrado das mensalidades, pedindo a redução do mesmo, visto que não está sendo usada a infraestrutura da escola e os gastos para a instituição é muito menor.

Por outro lado, grande parte dos professores afirma que estão trabalhando dobrado neste período devido a readequação a educação online. São diversas atividades e conteúdos a serem elaborados para diversas turmas, tendo que lidar com tecnologias que podem atravancar o processo de trabalho desses profissionais.

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