Comunicação que resolve: entenda a mediação de conflitos escolares

Tempo de leitura: 7 minutos

Notícias sobre atos violentos e de intolerância chegam aos nossos olhos e ouvidos dia após dia e, infelizmente, muitas delas vêm de dentro das escolas. A educação tem um papel importante como ponto de partida da evolução e revolução da sociedade, mas, muitas vezes, é palco de discussões ou ainda agressões em casos mais graves.

A mediação de conflitos escolares se faz importante desde os primeiros anos até o ambiente acadêmico, e deve estar presente desde as pequenas divergências.

No artigo de hoje vamos falar um pouco da importância de difundir a cultura da paz e a resolução de embates no campo educacional. Continue a leitura e acompanhe conosco como a sua instituição pode se tornar um local aberto a conversa. Confira!

Qual a importância do diálogo?

A educação tem o poder de transformar vidas, seja pelo conhecimento adquirido pelos alunos, pelas relações criadas entre professores e estudantes, pelos temas debatidos em sala de aula, pelo estudo da história ou pela convivência.

Considera-se a escola como o primeiro espaço de socialização dos seres humanos e é nela que as pessoas começam a compartilhar experiências, a empatia e compreender os limites, questões que continuam a serem praticadas e desenvolvidas na faculdade.

A mediação de conflitos escolares aparece como uma ferramenta para promover o diálogo e resolução de desentendimentos dentro de uma instituição escolar ou acadêmica.

O instrumento é importante para que a convivência no ambiente educacional seja tranquila e isso se reflita nas famílias e em toda a comunidade envolvida com essas instituições e seus estudantes.

O diálogo tem um papel fundamental no combate a violência e ao bullying, na diminuição da hostilidade no tratamento humano e, quando está presente na escola, pode prevenir atos infracionais de baixa gravidade, a indisciplina e conflitos com a comunidade externa.

Qual a finalidade da mediação de conflitos escolares?

A finalidade da mediação de conflitos escolares é a construção de uma atmosfera de cooperação, em que os alunos tornam-se efetivamente parte de uma comunidade e devem contribuir para que o ambiente seja de pacífico e democrático.

Contudo, esse trabalho não se resume apenas à resolução de conflitos e os objetivos da prática podem ser expandidos, sendo possível diminuir tensões e hostilidades, melhorando o clima na sala de aula e a relação entre educadores e educandos.

O desenvolvimento do pensamento crítico e da capacidade de solucionar problemas também é um ponto importante a ser destacado. A participação dos alunos possibilita que o espírito de liderança seja despertado, além da autoestima e habilidades em comunicação, características importantes para a vida profissional e adulta.

Como funciona na prática?

Atualmente, existem vários estudos sobre a mediação de conflitos escolares no Brasil e no mundo. Baseado nisso, podemos dividir o seu funcionamento prático em 5 diferentes categorias.

Modelo aluno ajudante

Esse modelo capacita os alunos para serem mediadores, garantindo o treinamento para desenvolver as habilidades de comunicação necessárias para a resolução de conflitos.

Isso é de grande valia para os conflitos com menor grau de gravidade, em que os alunos maiores ou mais velhos ajudam os menores, ou mais novos.

Modelo de mediação em rede

Se dá quando a escola cria uma rede de mediadores com a participação de profissionais externos como psicólogos, psicopedagogos ou outros especialistas no assunto.

Modelo professores-alunos

Aqui, são os profissionais da instituição que recebem capacitação para que possam atuar como mediadores — geralmente os professores.

Programa de Competência Social

Baseado em um programa europeu, desenvolve a inteligência emocional dos alunos, com o objetivo de melhorar a convivência e diminuir os conflitos ao favorecer as relações interpessoais dentro e fora do ambiente escolar ou acadêmico.

Círculos Restaurativos

Também chamados de Justiça Restaurativa, são encontros destinados a toda a comunidade envolvida na aprendizagem dos alunos, como pais e professores.

Essas rodas de conversa abrem discussões sobre os principais problemas da instituição e, por meio do diálogo, buscam soluções com a participação de todos.

Nesse modelo pode ser praticada uma espécie de escuta de vítimas de bullying, violência e também de seus agressores.

De que maneira pode ser implementada?

Como todo novo projeto a ser implementado, o ideal é que o processo seja feito por etapas. As três principais fases são a de planejamento, execução e depois monitoramento dos resultados.

No planejamento, a instituição deve abrir o diálogo com pais, professores, funcionários, os próprios alunos e a comunidade. Depois, realizar reuniões apenas com o corpo docente e discente para definir qual o modelo de mediação de conflitos escolares será aplicado.

Já a execução exige, em primeiro lugar, que os mediadores sejam definidos e treinados conforme a referência escolhida. Depois, é preciso instalar um centro de mediação e colocar a agenda em funcionamento.

Por fim, como o próprio nome já diz, é necessário monitorar os resultados. Enquetes, atendimentos, formulários, observação, enfim, tudo o que for possível para verificar a eficiência do programa e os benefícios que a instituição adquiriu com a prática.

Porém, fique atento: é necessário considerar os recursos disponíveis antes de definir o modelo que será adotado e traçar os objetivos do programa para fazer a melhor escolha.

Por que eu devo acreditar na mediação de conflitos escolares?

A mediação de conflitos escolares não deixa de ter um caráter pedagógico e beneficia mais que os alunos: promove o crescimento interno dos professores que inevitavelmente melhoram a sua capacidade de compreensão e aprendem a agir de forma persuasiva sobre os indivíduos mais agitados.

Os pais também são diretamente impactados, uma vez que podem aprender com os filhos a serem mais calmos e tolerantes. As vantagens acontecem em uma esfera global, em que todos os envolvidos com esses estudantes passam a ser atingidos pela sua postura serena e que defende a construção de um diálogo antes de ter reações extremas.

A mediação de conflitos escolares é uma prática importante para firmar a cultura de paz, diminuição da violência e na administração de problemas de forma pacífica, mas também contribui para o futuro daqueles que têm oportunidade de conviver em um ambiente que faz uso dessas ferramentas.

Não perca mais tempo e adote essa cultura agora mesmo. Se ficou alguma dúvida, deixe seu comentário, teremos prazer em dialogar antes que você inicie o planejamento. Até breve!

Aproveite e baixe gratuitamente o infográfico: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA ESCOLAS E CUSOS.

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