Entenda como resolver e prevenir o bullying na escola

Tempo de leitura: 7 minutos

A convivência escolar oferece diversas oportunidades de aprendizado e descobertas. Entretanto, quando a gestão não mantém sua atenção próxima à experiência dos estudantes, algumas situações preocupantes podem ser negligenciadas, como o bullying na escola.

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O bullying na escola

Bullying é um termo de origem inglesa, que pode ser entendido em nosso idioma como “intimidar”, “oprimir” ou “maltratar”. Essa agressão intencional pode acontecer de forma física, moral, sexual, psicológica, material e virtual, tendo como característica principal a alta frequência dos atos.

Como recorrência dessa agressão, as vítimas sofrem com queda de rendimento escolar e o isolamento. Em alguns casos, o estudante fica desestimulado em continuar naquela escola, o que impacta na taxa de evasão. Outras possíveis consequências do bullying são os traumas psicossomáticos que impactam o desenvolvimento humano social de cada uma das vítimas.

Para ajudar você a entender como resolver e prevenir o bullying na escola, preparamos algumas dicas neste post. Continue a leitura e confira como manter um ambiente seguro e acolhedor dentro da sua instituição escolar.

Reconheça a existência do bullying

O primeiro passo para diminuir a frequência desse tipo de violência é reconhecer o bullying na escola existe. Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Brasil é o quarto país onde a prática de bullying é mais frequente nas escolas. Dos estudantes — de 11 a 12 anos de idade — entrevistados, 43% afirmaram já terem sofrido com algum desse tipo violência.

Outra pesquisa, desenvolvida pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, em parceira com o Ministério da Educação (MEC), mostra que o ambiente escolar é um espaço produtor dessa violência.

Por isso, é importante que todo o corpo docente e também a direção escolar tenham em mente que o bullying na escola é um fenômeno presente e, por isso, é importante elaborar estratégias e mecanismos para combatê-lo.

Puna os responsáveis

Cientes das graves consequências do bullying na escola, em novembro de 2015 foi assinada a Lei Nº 13.185, conhecida como Lei do bullying. De acordo com o documento, os agressores são responsabilizados pelas agressões sistemáticas presenciais ou virtuais (conhecidas como cyberbullying).

A legislação também traz obrigações para a direção escolar, que deve adotar campanhas e ações de conscientização sobre essa agressão dentro da escola. Além disso, cabe à instituição a elaboração de um plano de ação encarregado de diminuir a frequência de agressões entre os estudantes.

A punição dos responsáveis por promover essa agressão precisa ser consciente e estar dentro do plano de ação da escola. Ou seja, os diretores precisam elaborar uma abordagem adequada considerando o cenário e as condições sociais dos seus estudantes. Entretanto, é imprescindível que haja alguma forma punitiva, a fim de evidenciar que tal atitude não será aceita ou negligenciada.

Mantenha uma comunicação transparente com os familiares

A prática de bullying pode ser um reflexo da relação familiar do estudante. Segundo uma pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, o convívio ruim dentro de casa é um dos fatores que afetam o comportamento dos estudantes.

Nesse sentido, ter um diálogo frequente com os familiares auxilia na compreensão de todo o cenário vivenciado pelo aluno. Em alguns casos, a agressão praticada em ambiente escolar pode ser resultado da forma como a criança ou o adolescente sente-se dentro de seu ambiente familiar.

Portanto, manter uma comunicação transparente com os familiares é fundamental para tratar a questão em sua raiz. A gestão escolar deve convidar os responsáveis para conversar sobre a conduta do estudante, além de promover eventos de conscientização sobre valores, como respeito e a solidariedade.

Ao promover uma comunidade mais empática, a escola impactará não apenas os alunos, mas toda a sua estrutura familiar. Essa ação é mais acertada e poderá trazer efeitos mais positivos e eficientes no combate ao bullying.

Treine adequadamente a equipe escolar

Outro ponto importante na prevenção ao bullying é contar com uma equipe de professores e funcionários preparada e capacitada. Para tanto, a gestão escolar precisa incentivar e motivar os colaboradores a participarem de palestras e encontros que debatam as técnicas e didáticas dentro das salas de aula.

Ao presenciar uma situação de agressão, os docentes precisam estar aptos a agirem de forma efetiva e consciente. Deve-se conscientizá-los a não negligenciar bilhetinhos com mensagens pejorativas ou comentários agressivos dentro da sala de aula.

Além disso, todos os colaboradores da escola precisam tomar posse das campanhas e ações de conscientização de combate ao bullying articuladas pela instituição de ensino. Dessa forma, será possível elaborar uma rede de apoio e agentes ativos.

Conscientize todos os alunos

Promover a conscientização dos estudantes envolve um planejamento que valorize o respeito. É importante ensinar os alunos que apelidos pejorativos, agressões físicas, divulgação de fotos e vídeos on-line são agressões sérias e precisam ser evitadas.

Para tanto, atividades lúdicas e didáticas podem ser grandes aliadas. Outra maneira de promover o respeito dentro das salas de aula é organizar rodas de conversa e trabalhos que aprofundem o conhecimento sobre o bullying. Quanto mais consciência e conhecimento o estudante tiver sobre esse tipo de agressão, menor será a tendência de praticá-lo.

Não subestime o ciberbullying

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 116 milhões de brasileiros conectados à internet atualmente. Além disso, diariamente uma pessoa passa três horas e meia utilizando redes sociais para comunicar ou interagir.

Diante desses números, é possível perceber que as pessoas estão cada vez mais conectadas no Brasil. Dessa forma, algumas práticas do cotidiano são transportadas para o ambiente virtual. O bullying é uma dessas atividades.

O percentual de vítimas do ciberbullying sobe anualmente. Por isso, a gestão escolar também precisa estar consciente das atividades e possíveis agressões que algum estudante pode estar sofrendo de forma on-line.

Como esse tipo de violência acontece em um ambiente difícil de ser monitorado, a melhor maneira de perceber o ciberbullying é manter um diálogo franco e aberto com os estudantes. Além disso, muitas vezes a agressão on-line invade os corredores da escola, por meio de comentários. Por isso, vale a pena manter a atenção no comportamento dos estudantes durante os intervalos de aula.

Combater o bullying na escola é correlacionar ações e atividades de conscientização e combate. Para tanto, vale a pena investir em uma comunicação próxima e aberta entre escola, professores, alunos e familiares, abordando a temática sem medo e de forma didática.

Você acredita que essas dicas podem ajudar os seus amigos? Então compartilhe este post em suas redes sociais para incentivar a prevenção e combate ao bullying nas escolas.

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